Introdução à filosofia de Spinoza




1ª edição, Junho de 2009
120 páginas
Projeto gráfico de Wanduir Durant
 
Edição impressa esgotada.

Disponível no formato eBook Kindle.




Como é impossível que o homem não seja uma parte da natureza, não haveria, num primeiro momento, qualquer possibilidade de ele ter uma vida livre. Como há, apenas em certo sentido, uma oposição entre os indivíduos (já que um indivíduo pode decompor outro), restaria ao homem encontrar a sua liberdade em outro mundo, transcendente. Impotente para regular e refrear as paixões, restaria ao homem negar o testemunho dos sentidos do seu corpo e crer na imortalidade da sua alma.

Como combate a todo modo de viver que nega o corpo – e as paixões –, Spinoza nos diz que a liberdade não está em outro mundo, mas neste mundo mesmo. Viver de modo livre consiste, basicamente, na efetuação da capacidade que a nossa mente possui para regular e refrear as paixões. A potência do intelecto corresponde à liberdade humana. Conhecimento e liberdade.

Como é possível perceber, o remédio para as paixões não está, portanto, na crença em um mundo transcendente ou em algum salvador, mas sim na potência que a nossa mente tem para compreender, para formar as noções comuns. Como há uma capacidade real da nossa mente para conhecer e ordenar as afecções do corpo, ao efetuarmos isso, ficamos alegres com a nossa própria potência.


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